Santo do dia: São João José da Cruz
Leitura: Daniel
9, 4b-10
Leitura
da Profecia de Daniel.
4b“Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a
aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos
pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes,
afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos
prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos
reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo povo do país.
7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter
vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo
Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países,
para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra
ti.
8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e
príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas
a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado
contra ti, 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus,
indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os
profetas”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo
(78)
— O
Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.
— O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.
— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa
bondade, pois estamos humilhados em extremo.
— Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
— Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que
foram condenados a morrer!
— Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para
sempre, de geração em geração vos louvaremos.
Evangelho
(Lucas 6, 36-38)
— O
Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é
misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não
condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai
e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada
no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também
sereis medidos”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Reflexão
A misericórdia de Deus é bem-aventurança, profecia
e terapia
No imenso tesouro do Evangelho, a misericórdia é
como uma gema preciosa, sólida e delicada ao mesmo tempo, verdadeira e
transparente na sua simplicidade, brilhante pela vida e alegria que difunde.
Compaixão, solidariedade, ternura e perdão são como seus ângulos de polimento,
por onde reflete – em raios coloridos e acessíveis – o amor regenerador de
Deus.
Para mim, neste tempo da Quaresma, a compaixão de
Deus se traduz em resgate, cura, abrigo, libertação, sustento, proteção,
acolhida, generosidade e salvação – graças tão marcantes na caminhada do povo
do Senhor. No decorrer dos séculos, a comunidade cristã tem atualizado esta
experiência em novos contextos, lugares e relacionamentos. A liturgia celebra a
misericórdia, a prece a invoca, a pregação a proclama, os místicos a enfatizam,
o magistério a propõe, as obras a cumprem.
Antiga e sempre nova, a misericórdia divina pode
ser entendida, em outras palavras, sob três pontos: bem-aventurança, profecia e
terapia.
Como bem-aventurança, o compadecimento aproxima o
Reino de Deus das pessoas e elas do Reino. É prática que dignifica o ser
humano, tanto aquele que o dá quanto aquele que o recebe. Está repleta de
gratuidade e alegria como disse Jesus: “Felizes os misericordiosos,
pois alcançarão misericórdia” (Mt 5,7).
As obras de misericórdia são também profecias da
justiça do Reino que superam toda fronteira de raça, credo ou ideologia. Diante
da humanidade ferida e carente, somos servidores da vida e da esperança –
dentro e fora da Igreja -, para crentes e não-crentes, a fim de que “todos
tenham vida em plenitude” (Jo 10,10). Jesus nos indicou o exemplo do
bom samaritano para mostrar a todos que a misericórdia não aceita fronteiras.
Enfim, a misericórdia é também terapia, compaixão
que restaura, toque que regenera e cuidado que aquece. As obras têm eficácia
curadora, pois socorrem nossa humanidade ferida pelo pecado e pelo desamor,
restaurando em nós a imagem do Cristo glorioso para que Suas feições
resplandeçam em nossa face, na face da Igreja e de toda a humanidade redimida.
Se a compaixão é um sentir que nos comove na
direção do próximo, a misericórdia se caracteriza como gesto que realiza este
sentir solidário. Na compaixão temos um sentimento que mobiliza; na
misericórdia, o exercício deste sentimento. Daí os verbos: cumprir, mostrar,
fazer e agir – que expressam a eficácia do amor misericordioso humano e,
sobretudo, divino (cf. Êx 20,6; Sl 85,8; Lc 1,72 e 10,37).
A misericórdia tem caráter operativo, é amor em
exercício de salvação. Se o amor é a qualidade essencial de Deus, a
misericórdia é este mesmo amor exercitado para com a criatura humana, revelando
a qualidade ativa do Senhor.
Assim, a compaixão se mostra muito mais na experiência
do dia a dia do que na conceituação teológica, catequética ou espiritual. E
ainda que tal experiência se revista de beleza, o “lar” da misericórdia não é o
discurso nem são as explicações, porque as crianças abandonadas, os andarilhos
e os excluídos da sociedade não “comem” explicações. O “lar” da misericórdia é
a solidariedade. Seus órgãos vitais são o coração e as mãos que erguem o caído,
curam o ferido, abraçam o peregrino, alimentam o faminto.
A misericórdia que Deus exige de você e de mim não
é outra senão a evangélica, que consiste em 14 obras, divididas em sete
corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, acolher
o forasteiro, vestir quem está nu, visitar os doentes, assistir aos
prisioneiros e sepultar dignamente os mortos. Todas essas obras, centradas na
exortação, “cada vez que as fizestes a um desses meus irmãos mais
pequeninos, a mim as fizestes” (cf. Mt 25,40). Também sete obras
espirituais: dar bons conselhos a quem necessita, ensinar os ignorantes,
corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com
paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus pelos vivos e mortos.
Meus irmãos, em Emaús e à beira do lago da
Galileia, Jesus toma o pão, o abençoa e reparte. Os discípulos reconhecem o Cristo
por causa de Seu tato característico (Lc 24,30; Jo 21,12-13). Que gestos você
tem feito para que as pessoas o reconheçam como discípulo de Jesus? Saiba que
os gestos alimentam, curam e restauram. Eles são toques da misericórdia divina.
O nosso mandato é a prática da misericórdia com o
irmão: “Vai e faze o mesmo!”
4b“Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo povo do país.
7A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti.
8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
— O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.
— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo.
— Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
— Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer!
— Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
36“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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