Neste momento, com incertezas no coração, perguntamo-nos com Tomé: “Como vamos saber o caminho?” (Jo 14,5). Jesus nos responde com uma proposta provocadora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Ele é o verdadeiro caminho para o Pai., quem tanto amou ao mundo que deu a seu Filho único, para que todo aquele que nele creia tenha a vida eterna (cf. Jo 3,16). Esta é a vida eterna: “que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo teu enviado” (Jo 17,3). A fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a Vida. Como discípulos de Jesus, confessamos nossa fé com as palavras de Pedro: “Tuas palavras dão vida eterna” (Jo 6,68); “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).
Jesus é o Filho de Deus, a Palavra feito carne (cf. Jo 1,14), verdadeiro Deus e verdadeiro homem, prova do amor de Deus aos homens. Sua vida é uma entrega radical de si mesmo a favor de todas as pessoas, consumada definitivamente em sua morte e ressurreição. Por ser o Cordeiro de Deus, Ele é o Salvador. Sua paixão, morte e ressurreição possibilita a superação do pecado e a vida nova para toda a humanidade. N’Ele, o Pai se faz presente, porque quem conhece o Filho conhece o Pai (cf. Jo 14,7).
Como discípulos de Jesus, reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4,44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1,3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1,1). Como filhos obedientes á voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9,35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23,8). Como seus discípulos, sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6, 63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.
Por isso, ser discípulo significa ser alguém feliz, ser um Católico Apostólico Romano alegre, dando testemunho da alegria de seguir Jesus. Eis o que precisamos, hoje, para evangelizar como apóstolos de outros jovens. Um discípulo-missionário de Jesus cultiva, sobretudo, sete alegrias:
1. A alegria da dignidade humana: a pessoa humana é imagem e semelhança de Deus, é a criatura que Deus quis por si mesma.
2. A alegria da vida: a vida é o maior dom, o maior bem. Existimos, porque somos amados e criados por Deus. O dom da vida é a razão de nossa alegria.
3. A alegria da ecologia e do destino universal dos bens: a beleza e a grandeza da criação e o destino dos bens criados é para todos. Isso nos alegra o coração.
4. A alegria do trabalho: pelo trabalho somos co-criadores de Deus, completamos a criação. O trabalho é a chave do bem-estar familiar e social. No trabalho nos santificamos.
5. A alegria da família: é a comunidade de vida e de amor, fundada no matrimonio. É a proteção da vida, escola de valores, educadora da fé.
6. A alegria da ciência e da tecnologia: toda verdadeira ciência é para o bem comum, o desenvolvimento, o progresso e o bem-estar social.
7. A alegria do Continente do Amor: A América Latina, vivendo a comunhão, a fraternidade, a unidade será, também, Continente do Amor, da Vida, da Esperança e da Paz.
Fonte:
CELAM. V CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E CARIBENHO. 2007. pg. 61-62.
DOM ORLANDO BRANDES. Síntese popular do documento de aparecida. 2007. pg. 22-23.
Questões para ajudar a refletir:
a) Que convite nos faz o texto?
b) Que realidade expõe?
c) Como apresenta Jesus?
d) Quanto às alegrias: como entende-las? Como cultivá-las? A que compromisso nos chama? Como é viver cultivando as sete alegrias do discípulo?
Depois de refletir a realidade que tal aprofundar com a Palavra de Deus?
Texto bíblico para iluminar a reflexão: Mateus 5, 1-16
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